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7 fatos importantes sobre o câncer de tireoide

O câncer de tireoide é o quinto tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Ainda que apresente alta incidência, esse tipo de câncer costuma ter ótimo prognóstico, especialmente quando o diagnóstico ocorre precocemente. Dessa forma, conhecer os principais aspectos da doença pode fazer toda a diferença na detecção e no tratamento.

A seguir, você confere sete fatos fundamentais sobre o câncer de tireoide com base nas diretrizes médicas mais recentes.

1. A doença é mais comum em mulheres, mas também pode afetar homens

O câncer de tireoide atinge as mulheres com uma frequência até três vezes maior do que os homens, principalmente entre os 30 e 50 anos. Apesar disso, os homens também podem desenvolver a doença — e, em muitos casos, os tumores são mais agressivos. Portanto, é importante que ambos os sexos fiquem atentos aos sinais.

2. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Histórico familiar de câncer de tireoide
  • Exposição à radiação ionizante, especialmente durante a infância
  • Doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto
  • Síndromes genéticas raras, como a neoplasia endócrina múltipla tipo 2

Em função desses fatores, indivíduos com perfil de risco devem manter um acompanhamento médico regular, mesmo na ausência de sintomas.

3. O exame clínico e a ultrassonografia ajudam no diagnóstico

Durante a consulta, o médico avalia a região do pescoço e pode identificar alterações. Caso isso aconteça, a ultrassonografia da tireoide se torna o próximo passo para analisar os nódulos.

Contudo, esse exame não deve ser feito indiscriminadamente. Conforme recomendam as diretrizes, ele deve ser solicitado apenas quando há sintomas ou fatores de risco.

4. Nem todo nódulo é sinal de câncer

Estudos indicam que até 65% da população adulta pode apresentar nódulos na tireoide ao longo da vida. No entanto, a maior parte desses nódulos é benigna e não representa risco à saúde.

Dessa maneira, a punção aspirativa (PAAF) só será indicada quando os critérios clínicos e ecográficos justificarem. Do contrário, o médico opta por monitoramento periódico.

5. O diagnóstico depende da análise laboratorial do material coletado

O procedimento de punção com agulha fina é simples e realizado no consultório. O material coletado é avaliado segundo o Sistema Bethesda, que classifica o nódulo em diferentes níveis de suspeita.

Se o resultado for inconclusivo, o médico pode solicitar novos exames, testes moleculares ou até mesmo cirurgia. Em todo caso, a decisão será individualizada.

6. O tratamento geralmente envolve cirurgia

O tratamento principal costuma ser a retirada parcial ou total da glândula tireoide (tireoidectomia). Após a cirurgia, o uso de levotiroxina (T4) é fundamental para manter os níveis hormonais equilibrados e suprimir o TSH.

Além disso, em casos específicos, pode haver indicação para a iodoterapia com iodo radioativo, como forma de eliminar possíveis células residuais.

7. O acompanhamento médico contínuo é indispensável

Mesmo com boa resposta ao tratamento, o acompanhamento a longo prazo é essencial. Por meio dele, o endocrinologista pode identificar recidivas precoces e ajustar condutas conforme a evolução clínica.

Esse acompanhamento inclui:

  • Exames laboratoriais regulares (TSH, tireoglobulina, anticorpos)
  • Ultrassonografias periódicas
  • Avaliações clínicas em intervalos definidos

Assim, o paciente tem mais segurança e qualidade de vida no pós-tratamento.


Quando procurar um endocrinologista?

Caso você perceba nódulos no pescoço, rouquidão persistente, dificuldade para engolir ou alterações na função da tireoide, procure um especialista. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de sucesso no tratamento.

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